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Traga as métricas do e-commerce para a loja física

Gustavo Carrer

7 de abril de 2022

O e-commerce ganhou força durante a pandemia causada pelo Coronavírus em 2020, fazendo com que muitas empresas investissem em plataformas online de vendas. Com isso, muitos varejistas descobriram a importância de ter acesso a dados mais específicos sobre a jornada de compra dos clientes. Mas se engana quem pensa que estes dados só existem no varejo online. Com tecnologias voltadas para prevenção de perdas e coleta de dados, fica claro que e-commerce e loja física têm muito mais em comum do que se imagina, como comentei no vídeo para o Panorama Farmacêutico. É hora de o varejista entender como os dados coletados em suas lojas, com ajuda de soluções que utilizam IoT (Internet das coisas), podem mudar completamente não apenas a prevenção de perdas, mas também a experiência de compra dos clientes como um todo.

Traçar um paralelo entre e-commerce e loja física pode parecer, em um primeiro momento, algo inusitado, já que a principal característica das lojas físicas é justamente a presença do cliente no estabelecimento, diferente do e-commerce, onde o cliente consegue comprar de qualquer lugar do mundo, desde que tenha acesso a internet. Mas os dados gerados pelo e-commerce também podem ser gerados nas lojas físicas, se o varejista investir em soluções de tecnologia que ajudem a coletar dados com eficiência.

Paralelo entre e-commerce e loja física:

E-CommerceEquivalente Loja Física
Visitantes únicosContador de fluxo
Page ViewsGôndolas e expositores que foram visualizados durante a jornada do cliente
CliquesGôndolas e expositores em que o cliente permaneceu em frente por mais tempo
Páginas mais vistasHeatmap espacial
Páginas com maior tempo de permanênciaHeatmap temporal
Perfil do visitante (cookies)Identificação facial (sexo, idade, etc.)

Hoje, com ajuda de ferramentas conectadas à internet (IoT), é possível mapear todo o comportamento do cliente dentro da loja como já acontece no e-commerce. Essas métricas como pontos de maior interesse, distribuição do fluxo de clientes, assim como gênero e idade de quem frequenta o estabelecimento, quando trabalhadas de maneira integrada, ajudam o varejista a melhorar seus resultados de maneira efetiva.

Aprender a utilizar métricas, que já são velhas conhecidas do e-commerce, agora nas lojas físicas, é um diferencial que o varejista não pode deixar de lado.

Autor: Gustavo Carrer
Head de Novos Negócios e Inovação da Inwave e Retail Thinker da varejo180