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Mercado de varejo da cidade de Nova York entrando em alta velocidade em 2022

Eric Feigenbaum

12 de dezembro de 2021

FOI A MELHOR época, foi a pior época. E para melhor ou pior, 2021 foi um ano memorável para os varejistas de Nova York.

Com uma queda dramática no turismo e no movimento diário de pessoas, as empresas na Big Apple lutaram para sobreviver. A paisagem de Midtown, antes repleta de atividades de varejo e restaurantes populares, encontra-se cheia de lojas vazias. Porém, com essa mudança causada pela pandemia, novas lojas estão abrindo onde outras foram fechadas. Na verdade, o índice de abertura de novas lojas está começando a ultrapassar o índice de fechamento de lojas.

Com a chegada do fim do ano, as pessoas são tomadas por um sentimento de otimismo. Em um passeio por Manhattan, já vemos pessoas passeando, se divertindo, se encontrando e se reunindo. Há uma sensação de empolgação no ar à medida que moradores da cidade e turistas retornam às ruas e lojas da cidade. No último trimestre, o mercado de varejo de Nova York passou de uma ansiedade gélida a um entusiasmo efervescente. Podemos notar a agitação desde a recém-inaugurada Anita Gelato Factory na Second Avenue, com suas mesas de café ao ar livre, até o restaurante japonês Waku Waku, que serve sushi nas calçadas do Brooklyn.

No Upper East Side, a Madison Avenue está pulsando com uma miríade de novas lojas, reaberturas e realocações, enquanto as marcas de luxo lutam para agarrar o espaço de varejo de primeira linha. Ninguém deve deixar de visitar a loja conceito Manolo Blahnik projetada por David Thomas Design (Paris). Inaugurada em junho, entre as ruas 63 e 64, todos que passam pela frente do prédio são atraídos para esse edifício histórico de 1923 por sua impressionante fachada de cobre. Em seu interior, várias colunas caneladas com mais de 5 metros de altura apresentam ao público o conceito principal do local e humanizam o pé direito extremamente alto semelhante a uma catedral. O ambiente de luxo é ainda definido por paredes meticulosamente pintadas à mão com listras em cinza e branco e pisos de mármore de Carrara.

A poucos quarteirões, descendo a avenida está a loja conceito da Montblanc que foi inaugurada em abril. O espaço de 455 m2 oferece uma gama completa de instrumentos de escrita, relógios, acessórios e artigos de couro Montblanc. As nuances da marca são comunicadas já na entrada com maçanetas inspiradas no logotipo e estantes de madeira contrastando com as paredes brancas com acabamento em preto.

Em outubro, a House of Schiaparelli inaugurou uma boutique impressionante no quarto andar da Bergdorf Goodman. Daniel Roseberry, diretor de criação da Schiaparelli, e o arquiteto Daniel Romualdez, colaboraram na concepção do espaço. Todo decorado com desenhos de moda, acessórios folheados a ouro e fotografias de Madame Elsa Schiaparelli, a boutique faz referência aos salões parisienses originais de acordo com a visão do icônico designer.

Mais no centro da cidade, na região NoHo de Manhattan, a inovadora marca sueca de tênis On combina perfeitamente estética e tecnologia. Sua loja conceito inaugurada em janeiro na esquina das ruas Great Jones e Lafayette, apresenta uma “Parede Mágica” de aproximadamente 18m x 3m x 1m com tecnologia de análise e medição das passadas. Um scanner invisível na altura dos pés e câmeras de profundidade identificam automaticamente o melhor calçado e o tamanho para cada estilo de corrida individual. Revestido com paredes de aço inoxidável escovado, com piso de concreto polido, o ambiente elegante apresenta uma parede de exibição com gavetas removíveis que abrigam toda a linha de sapatos para provar.

Inaugurada em junho, a Google Store é uma prova da recuperação pós-Covid da cidade. Localizada no campus Chelsea na Ninth Avenue, o espaço com certificação LEED Platinum traz uma abordagem de estilo de vida com ofertas de produtos de alta tecnologia da Google. Os clientes são convidados a mergulhar nas “caixas de areia” da loja, três estandes de vidro configurados como campos de teste para a mais recente tecnologia da Google.

Nova York está funcionando novamente. A cidade está a todo vapor, dos cafés ao ar livre e butiques de calçados de grife às lojas conceito de calçados esportivos e a chegada de uma gigante da tecnologia em um ambiente de loja física. Os varejistas de todos os setores estão de volta ao jogo.

Autor: Eric Feigenbaum
Líder reconhecido nas indústrias de merchandising visual e design de loja